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Você sabe como controlar o fluxo de caixa? Entenda com a gente!


fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta que ajuda a empresa a manter sua saúde financeira, desde que seja gerenciado com responsabilidade e eficiência. Essa nem sempre é uma tarefa fácil e mesmo gestores experientes podem ter dificuldades em uma boa gestão financeira.

Neste post, vamos mostrar, de uma forma simples, como controlar o fluxo de caixa e obter, assim, melhores resultados financeiros na empresa. Acompanhe!


Os elementos do fluxo de caixa

Para controlar o fluxo de caixa, vale a pena conhecer bem seus elementos. Embora o costume seja dividir o fluxo de caixa basicamente em receitas e despesas, ele se constitui dos elementos a seguir:

O saldo inicial

O saldo inicial corresponde ao total dos recursos financeiros que existem no começo do período, no caixa da empresa e em bancos.

Os recebimentos

A receita pode ser:

  • operacional: oriunda da venda de produtos/serviços;

  • não-operacional: oriunda de empréstimos bancários, resgates de aplicações financeiras, acionistas, depósitos de sócios.

Os pagamentos (despesas e custos)

Também se dividem em:

  • operacionais: cobrem a aquisição de matéria-prima, insumos indiretos, impostos sobre vendas, salários, encargos e outros gastos ligados diretamente às operações do negócio;

  • não-operacionais: cobrem os empréstimos bancários, investimentos e factorings.

As despesas são consideradas os gastos de caráter administrativo, como salários, tributos, seguros, aluguel de imóvel, contas de serviços públicos (água, luz, telefone, internet), materiais de escritório, entre outros.

Já os custos referem-se a gastos mais operacionais, como pagamento aos fornecedores, comissões, boa parte dos gastos com transporte (manutenção, combustível, pneus) e outros.

A geração operacional/não-operacional de caixa

A geração operacional pode ser representada pela fórmula:

Recebimentos – Pagamentos operacionais da organização

Já a geração não-operacional de caixa, por sua vez, é representada pela fórmula:

Recebimentos – Pagamentos não-operacionais da organização

O saldo final de caixa

Para obter esse componente, o gestor precisa somar o saldo inicial com a geração operacional e a não-operacional.


Os objetivos de controlar o fluxo de caixa

Ao controlar o fluxo de caixa, o gestor visa ao planejamentodas entradas (receitas) e saídas (despesas e custos) em um período determinado — geralmente um mês. Após o planejamento, é possível realizar a administração efetiva do fluxo de caixa, analisando os saldos futuros e tomando decisões sobre excessos ou déficits.

No caso de déficit (apertos financeiros), é preciso conseguir recursos. Internamente, é possível obter esses recursos aumentando as vendas, vendendo bens (como equipamentos, imóveis), recebendo investimento de algum sócio e assim por diante.

Externamente, é possível obter ajuda por meio de empréstimos bancários, rendimentos externos (resultantes de aplicações financeiras, por exemplo), ação de investidores, venda de dívidas e outros fatores.

É válido lembrar que é possível, também, mesclar as formas interna e externa.

Se forem constatados excessos de caixa, a sobra pode ser aplicada em: mercado financeiro (fundos de investimento, renda variável etc.); aquisição de matéria-prima e produtos; investimentos em equipamentos mais modernos (que otimizam a produtividade sem aumentar os gastos operacionais).


As melhores dicas para controlar o fluxo de caixa

Veja, a seguir, algumas práticas de controle que ajudarão sua gestão de fluxo de caixa:

  • faça diariamente o lançamento de valores atualizados em planilhas ou softwares, e conheça os prazos de pagamento e recebimento (ciclo financeiro);

  • não importa o segmento ou o porte da empresa, o controle de fluxo de caixa segue os mesmos princípios;

  • monitore o extrato bancário todos os dias;

  • transforme o controle do fluxo de caixa em uma rotina corporativa;

  • alie tecnologia à disciplina;

  • caso não disponha de tempo para controlar o fluxo de caixa, terceirize o serviço e acompanhe os resultados;

  • fique alerta aos 10 primeiros dias do mês (nesse período, os “distúrbios” financeiros são maiores por causa da folha de pagamento, dos tributos, de despesas com vencimento próximo);

  • se for assumir novos compromissos com credores/fornecedores, verifique, com antecedência, o fluxo de caixa e compare com os vencimentos desses compromissos para se certificar de que não coincidem com fases mais difíceis em relação à saída de dinheiro.

Já consegue controlar o fluxo de caixa? Gostaria de continuar recebendo dicas sobre negócios? Então, não deixe de assinar a nossa newsletter para receber conteúdo de boa qualidade em primeira mão! Até a próxima.

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